| Igreja São Sebastião, construída em 1948. |
Cristalina é um município brasileiro do estado de Goiás. O município integra à Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno. Sua população é de 51,149 habitantes, segundo Estimativa Populacional 2013 divulgada pelo IBGE/2013.2
Em dez anos (2000 a 2010) sua população teve um crescimento de 36,5%,
sendo um dos municípios que mais crescem em Goiás. A cidade localiza-se a
leste da capital do estado, Goiânia, distando desta cerca de 288 km e ao sul da capital federal, Brasília,
distante dela 131 km. O município possui altitudes de até 1.250 metros,
sendo que, sua sede está a 1.189 metros de altitude em relação ao nível
do mar. A frota do município era de 19.316 veículos em 2010.5 A zona urbana é cortada pela BR-040 e BR-050, duas das principais rodovias do país, interligando a cidade a todas as regiões brasileiras.
Sua história inicia-se no ano de 1592. Vagas notícias falam que
Sebastião Marinho levou para o Rio de Janeiro cristais de Goiás,
acredita-se que eram de Cristalina.
Por volta do século XVIII no auge da expansão da mineração pelo interior da Capitania de Goiás que na época pertencia ao estado de São Paulo, as bandeiras
vindos da capital paulista, chegaram em uma grande serra onde
encontraram imensa quantidade de cristais de rocha de todos os tipos e
tamanhos espalhados pelo chão. Devido a grande quantidade do minério
deram à região o nome de Serra dos Cristais.
Porém naquela época o intuito principal das bandeiras era encontrar ouro, não dando importância ao cristal encontrado na região.
Durante muito tempo a região da Serra dos Cristais ficou esquecida.
Só no ano de 1879, dois franceses, Etienne Lepesqueur e Léon
Laboissière, vindos da cidade vizinha de Rio Bom, hoje Paracatu, onde comercializavam ouro, enviaram amostras de cristais para Paris na França, onde foram vendidas por bom preço.
Devido a sua pureza e qualidade, os cristais foram transformados em
instrumentos de ótica e em belíssimas peças de artesanato e tendo ido
enfeitar as casas da burguesia francesa, trazendo a promessa de grandes
lucros.
Em 1880, a dupla de franceses fixou residência na Serra dos Cristais, dando-lhe o nome de São Sebastião da Serra dos Cristais, no local conhecido como Serra Velha, em busca do rico mineral, iniciando assim a exploração do garimpo na região. Como não era difícil extraí-lo, a notícia se espalhou e para a região se dirigiram garimpeiros de todas as partes do Brasil, sendo o minério transportado em lombo de burros até a cidade de Paracatu e dali para o porto do Rio de Janeiro, de onde eram exportado para a Europa e distribuídos nos grandes centros de lapidação como Idar-Oberstein, na Alemanha, Verona, na Itália, Antuérpia, na Bélgica, e nas indústrias de aparelhos óticos da França e da Alemanha.
Etienne Lepesqueur e Léon Laboissière, satisfeitos com o alto lucro
alcançado na comercialização de cristais, retornam em 1882 à cidade de
Paracatu. Os garimpeiros, sem os dois franceses para comprar o cristal,
debandaram. Ficaram poucas pessoas que sobreviviam com enormes
privações.
Algum tempo depois chegou outro francês, Emile Levy, trazendo
bugigangas e fazendas (tecidos) que, trocadas por cristais, trouxeram
novo fôlego aos poucos garimpeiros que restaram. Levy construiu a
primeira casa em 1883, localizada na margem esquerda do Córrego
Almocafre, fixando sua residência. A partir de 1884, a ideia de riqueza
fácil encantava, haja vista que o cristal era apanhado com fartura na
superfície do solo. Com a repercussão dessa notícia, fixaram-se na
região pessoas das mais variadas localidades, vindo a contribuir para o
desenvolvimento da localidade.
Como nessa época todos tinham altíssimos lucros com a comercialização
do cristal, o produto perdera seu valor, tamanha era a facilidade de
consegui-lo. Com a divulgação dessa situação, muitos bandidos e
criminosos se dirigiram para a localidade, praticando todos os tipos de
crimes.
Para tentar devolver a tranquilidade à região, em 1901, Marciano Aguiar, Nicolau Batista de Oliveira,
Plácido de Paiva
e outros foram até a cidade de Goiás, que na época era capital do
estado, pedir ao governo estadual que elevasse o Arraial de São
Sebastião da Serra dos Cristais a categoria de distrito de Santa Luzia
de Goiás, hoje Luziânia,
o que de fato aconteceu pela Lei Estadual n° 15, de 12 de outubro de
1901, com o novo distrito passando a se chamar São Sebastião dos
Cristais.
Plácido de Paiva ocupou o posto de juiz distrital, Nicolau Batista de
Oliveira, o de subdelegado de polícia, e Marciano Aguiar exercendo a
função de escrivão dos dois cargos.
As autoridades constituídas pediam insistentemente apoio policial ao
estado, porém nunca eram atendidos. Os moradores, bastante inconformados
com essa situação, resolveram fazer justiça com as próprias mãos,
transformando o novo distrito no recanto mais pacato do mundo.
Em 16 de janeiro de 1916, Marciano Aguiar, Nicolau Batista de
Oliveira, Jovino de Paiva, João José Taveira, Gustavo Edinger e outros
conseguiram a elevação do distrito à categoria de vila, anexada ao
município de Santa Luzia (hoje Luziânia), e em julho do mesmo ano, pela
Lei Estadual nº 533, a vila foi elevada a município autônomo,
desmembrando-se de Santa Luzia.
Em 15 de janeiro de 1917, foi oficialmente instalado o município de
São Sebastião dos Cristais, com um grande número de pessoas vindas da
cidade de Paracatu.
Em 31 de março de 1918, pela Lei Estadual nº 577, o nome São
Sebastião dos Cristais foi mudado para Cristalina, sendo este último
conservado até hoje.
Fonte: Wikipédia






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