Lembra de quando você comprou aquela televisão nova? A indústria fabricou o produto, a loja vendeu e você levou a TV para casa. A logística reversa é o caminho de volta dos produtos, da sua casa para a fábrica que fica responsável por reciclar ou incinerar o produto. Todos nós temos responsabilidade nesse processo.
Um dos principais desafios a serem vencidos hoje é a destinação correta de resíduos sólidos, ou seja, o lixo que produzimos. A situação é ainda mais preocupante quando falamos de alguns resíduos muito poluentes, que têm substâncias nocivas tanto para a saúde humana quanto para a natureza.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), lei específica sobre a destinação do lixo, estabelece a adoção da logística reversa, que obriga o fabricante a coletar, reusar ou destinar adequadamente seus resíduos, mas impõe responsabilidades também ao consumidor.
Embalagens de produtos tóxicos, lâmpadas, pilhas, baterias e eletrodomésticos são produtos que não podem, em hipótese alguma, ser descartados como lixo comum. Por isso, o artigo 33 da PNRS determina que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes desenvolvam sistemas de logística reversa, independente do serviço público de limpeza urbana.
À indústria cabe estruturar e implementar sistemas de logística reversa, ou seja, estabelecer os pontos de recolhimento dos produtos que você consumiu. Assim, as fábricas poderão reciclar esses materiais ou descartá-los de forma ambientalmente correta.
O consumidor fica responsável por entregar seus descartes nos pontos de coleta criados pelos revendedores, onde os fabricantes irão recolhê-los para reciclagem ou descarte seguro. Já o governo tem o compromisso de fiscalizar esse sistema, além de realizar campanhas educativas. Esse processo é chamado “responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos”.
As regras foram definidas, mas na prática pouca coisa mudou desde a promulgação da lei. Boa parte dos comerciantes e fabricantes ainda não se adaptaram às novas regras. Portanto, o consumidor muitas vezes ainda tem que recorrer aos postos de coleta de forma independente.
A boa notícia é que, a partir dessa necessidade, foram surgindo pelo país várias associações que recebem resíduos e orientam a população. Uma delas é o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), que atua na mobilização de todos os elos da cadeia para promover a correta destinação das embalagens de defensivos agrícolas.
PRINCIPAIS PRODUTOS
- Pneus
- Pilhas e baterias
- Embalagens e resíduos de agrotóxicos
- Lâmpadas fluorescentes, de mercúrio e vapor de sódio
- Óleos lubrificantes automotivos
- Peças e equipamentos eletrônicos e de informática
- Eletrodomésticos (geladeiras, fogões, micro-ondas, freezers etc).
DA LOJA À SUA CASA
Logística reversa é o caminho de volta do produto, da sua casa até o fabricante. O ciclo começa quando você compra algum item na loja e só acaba quando ele retorna à indústria.
EM CASA
Fique atento ao descarte de produtos que podem ser prejudiciais ao meio ambiente. Eles não podem ser misturados ao lixo comum. Confira abaixo a lista de produtos que têm descarte diferenciado.
DA CASA AO POSTO DE COLETA
É agora, na hora do descarte, que a sua participação é fundamental! Há produtos que não podem ser jogados no lixo comum. Procure saber onde são os pontos de coleta do seu município. Muitas vezes esses pontos estão instalados no próprio comércio onde você adquiriu o produto. Em caso de dúvidas, entre em contato com o revendedor. É obrigação dele informá-lo.
DO POSTO DE COLETA À FÁBRICA
Pronto, você já fez a sua parte! Agora a responsabilidade é do fabricante de recolher seu produto para reciclagem ou descarte seguro. O resíduo sólido voltou enfim para a indústria, evitando a contaminação do meio ambiente.
Credito da Matéria:
Ana Guaranys
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Assessora de Comunicação
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