Uma funcionária do Supermercado Dona de Casa, no Sudoeste, foi retirada à força do estabelecimento por cinco homens, depois de se recusar a assinar um papel de demissão. Maria Salvadora Ribeiro Soares, 53 anos, chegou para trabalhar e, no fim da manhã deste sábado (21/1), foi demitida pelo gerente.
“Ele me humilhou na frente de outros colegas, me constrangeu, como já fazia há algum tempo”, afirmou. Surpresa com a forma como o homem a tratou e até com a demissão, Maria se recusou a sair do mercado. Nesse momento, segundo ela, foi retirada com truculência.
A ação de um ajudante de ordens, dos gerentes e de um homem que se identificou como policial gerou machucados nos braços da empregada.
“Um deles tentou me intimidar dizendo que era policial. Me trataram como se eu fosse um bandido. Posso até ser pobre, mas sei o que é um policial, sei quais são os meus direitos e, por isso, não saí”, disse Maria.
Assédio constante
Segundo ela, o assédio era constante. Durante os dois anos em que trabalhou no mercado sofria com ofensas e desvios de função.
“Ontem (sexta-feira) queimei meu rosto. Sou atendente de padaria e me colocaram para atender, assar pão e pão de queijo. Tudo ao mesmo tempo”, relatou.
Depois de ser “arrastada” para fora do Dona de Casa, Maria esperou a Polícia Militar chegar e foi até a 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) registrar um Boletim de Ocorrência.
Por volta das 15h30, ela se dirigiu até o Instituto Médico Legal (IML) para fazer um exame de corpo de delito. “Quando chegamos no mercado, ela estava muito nervosa, mas conseguimos acalmá-la. Recebemos a ocorrência via Ciade e demos o apoio”, afirmou o sargento do 7ª Batalhão de Polícia Militar, Clementino de Carvalho.
Após a publicação da reportagem, a rede de Supermercados Dona de Casa encaminhou uma nota ao Metrópoles ressaltando que “é uma empresa com reputação ilibada, com mais de uma década de atuação no Distrito Federal e mais de mil colaboradores em seu quadro pessoal”.
O departamento jurídico do supermercado afirmou ter uma outra versão dos fatos. “As imagens do circuito interno de de TV serão passadas à Polícia Civil para comprovar a não violência, a verdade e os reais acontecimentos.Temos a certeza de agir com lisura e em respeito à dignidade humana, tais acontecimentos não são compatíveis com nossos valores”, diz a nota.
Fonte: Metropole






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