A violência, o crime e os criminosos assolam o País. Não apenas os pebas, os pés-de-de-chinelo, os ladrões de galinha, mas os quase intocáveis bandidos de colarinho branco, os políticos, os empresários corruptos que destruíram o Brasil, deixando à míngua populações inteiras, sepultando o processo educativo e a saúde pública. O que roubaram foi o dinheiro suado do povo, dos funcionários públicos, dos aposentados, dos trabalhadores que pagam escorchantes impostos. E esses indivíduos, em grande parte, continuam debochando da Justiça (mas que Justiça?), fazendo leis que fragilizam a segurança e dão apoio aos tais direitos humanos para os piores bandidos, presidiários cruéis, como se vê na mídia, decepando cabeças entre eles mesmos. Nós outros, cidadãos de bem, sentimo-nos indignados, porque até para esses facínoras pagamos bolsa-presídio e indenização a cada morto, executado nessas masmorras. E os criminosos zombam das leis, os governantes não cumprem as promessas que lhes garantem os votos dos eleitores e a descrença, a revolta e a decepção se fazem sempre presentes e perdemos o respeito que deveríamos ter por eles. INDIGNAÇÃO!!!!!
E aqui eu me lembro de Eduardo Alves da Costa, autor de "No caminho com Maiakovski"... Leiam e reflitam.
"Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta,
E já não podemos dizer nada."
Texto:João Campelo







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