Iris não indica apoio a Daniel ou a Caiado


O  prefeito de Goiânia,Iris Rezende, participou na manhã de ontem de encontro dos prefeitos do PMDB. O evento foi uma iniciativa do presidente estadual da legenda, o deputado Daniel Vilela e reuniu 32 dos 41 prefeitos da legenda. Iris elogiou a iniciativa de Daniel. Sua avaliação é que cada membro do partido deve ser chamado a discutir o futuro da legenda. “Compareci para demonstrar o meu apoio a este posicionamento do partido, de não se acomodar, não se calar e pensar e estruturar para que este partido encontre o caminho que o Brasil espera”, frisa.
Questionado sobre quem deve ser o candidato do PMDB ao governo do Estado em 2018, Iris se eximiu de dizer nomes. Ele se define como um soldado do partido e que irá acatar a decisão que o PMDB tomar em relação a escolha do candidato para as próximas eleições. “Eu tenho falado isso, e repito aqui agora: o partido tem que se estruturar. Isto que o Daniel  está fazendo agora, reuniões com segmentos do partido de todo o interior> O PMDB é um partido calejado, que surgiu nos piores momentos da vida política nacional, então tem um amadurecimento  suficiente, para no momento exato escolher o melhor para governar Goiás, para representar Goiás na Câmara Federal, no Senado, na Assembleia e assim por diante”,sintetiza.
O encontro contou com a presença do ex-governador Maguito Vilela,dos deputados estaduais Paulo Cesar Martins e Bruno Peixoto, do deputado federal Pedro Chaves  e dos prefeitos de Aparecida, Gustavo Mendanha, de Catalão, Adib Elias, de Formosa, Ernesto Roller, de Quirinópolis, Gilmar Alves, entre outros.   Atualmente, o PMDB conta com 41 prefeitos e 140 mil filiados no Estado.
Iris Rezende ressaltou o seu “histórico compromisso” com o PMDB para justificar a sua presença na campanha do partido às eleições do ano que vem. “Nunca fui omisso e o PMDB contou comigo em todos os momentos, inclusive nas horas difíceis. Estarei com o partido no palanque de 2018 para defender novos caminhos para a política”.
Daniel Vilela: PMDB mostra força no Estado
Para Daniel Vilela o encontro mostrou que o PMDB está se preparando efetivamente para disputar com chances de vitória as próximas eleições. Ele destacou as participações do prefeito Iris Rezende e da primeira-dama, Iris Araújo no encontro, ressaltando que Iris fez a defesa da unidade do partido e dona Iris enfatizou que o PMDB deve apresentar candidato, por ser o maior partido de oposição do Estado.
Segundo Daniel Vilela, além de preparar o PMDB para a disputa, ouvindo os dirigentes e os filiados e discutindo a formação das chapas proporcionais, o partido deve buscar também o diálogo com todos os partidos de oposição, e manter as portas abertas àquelas siglas que vierem a divergir do Palácio das Esmeraldas. Ele observa que além do PMDB, hoje efetivamente estão na oposição o PT, o DEM e o PC do B, e por isto avalia que não faz sentido fazer encontros apenas com a participação do PMDB e do DEM. “Pergunte no PSD, no PP ou no PTB se eles querem fazer aliança com o Caiado encabeçando a chapa. Faça a mesma pergunta ao PT. Nós temos que buscar o fortalecimento do PMDB e manter o diálogo com todas as forças na busca de um candidato de consenso”, frisa.
Pesquisas
Daniel Vilela diz que é preciso tomar cuidado com pesquisas qualitativas. Ele lembra que em 1998, 2002, 2006 e 2010 o PMDB iniciou as eleições à frente nas pesquisas, mas ao final venceu a disputa. “As pesquisas são importantes, principalmente as qualitativas, pois este levantamento é que mostra o que o eleitor almeja dos seus representantes”, analisa. Daniel enfatiza a fala do prefeito de Rio Verde, Paulo do Valle, que elencou a necessidade  do PMDB debater com os seus membros e com todos os segmentos da sociedade, suas propostas na construção de um plano de governo que ajude Goiás a superar as dificuldades que se apresentam.
Otimista, Daniel Vilela considera que este encontro em Goiânia serviu para demonstrar que o partido está determinado a ter uma candidatura própria para apresentar ao eleitor um contraponto aos projetos de poder do governo do Estado. Perguntado sobre a possibilidade de cooptação de prefeitos do PMDB pelo governo do Estado, Daniel Vilela citou exemplos de outras eleições, onde candidatos com menor número de prefeitos foram eleitos ao governo do Estado. Lembrou ainda que a maioria dos prefeitos peemedebistas aderiram em 2014 perderam as eleições. “Não temos que preocupar com assédio, temos é que dar atenção a todos os peemedebistas que querem um projeto de mudança para Goiás”, finaliza.

Fonte: Diario da Manhã
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