Plantio de maracujá vira um bom negócio para moradores de Pontezinha

Não há idade para se iniciar um empreendimento e os pequenos produtores rurais de Pontezinha, em Santo Antônio do Descoberto, Virgílio Pereira Braga, 66 anos, e José Pedro Pereira de Souza, 75 anos, sabem disso. Eles estão mostrando à comunidade que o sucesso de um negócio depende apenas de boa vontade e persistência. Foi a partir de um curso sobre técnicas para a produção de maracujá, promovido naquela comunidade pela Corumbá Concessões, em parceria com a Embrapa, no final de 2014, que os dois tiveram a ideia de plantar a fruta para comercialização, que hoje garante uma renda extra.
A sugestão do curso foi do Sr. Virgílio, presidente da Associação de Moradores de Pontezinha. Ele reuniu os vizinhos interessados porque viu na cultura do maracujá uma chance para unir ainda mais a comunidade, mas admite hoje, dois anos e meio depois, que só pensou na possibilidade de melhorar a renda familiar depois das aulas. “Eu participei do curso porque estou sempre envolvido nos eventos da comunidade e da Corumbá. Todos ficaram muito entusiasmados, mas só quatro iniciaram o negócio”, lembra o produtor.
No curso, o engenheiro agrônomo David Menezes ensinou sobre irrigação, manejo, produtividade e comercialização do maracujá e, para fixar as aulas, posteriormente os participantes foram a campo para conhecer de perto o sistema de produção do maracujá na região do Pipiripau, em Brasília, que é referência no plantio de hortaliças e conta com muitos agricultores familiares. Uma das propriedades visitadas foi a do sr. João Takagi, que planta maracujá em estufa, irrigada por gotejamento e foi premiado, pela Emater-DF, por adotar práticas de manejo agronomicamente corretas, que resultaram na melhoria da qualidade e da produtividade.

Vantagens do maracujá
Sr. Virgílio conta que aprendeu muito e viu as vantagens que o maracujá poderia representar, por ser uma fruta generosa que dá praticamente o ano todo e rende muito na forma de suco. Para iniciar o negócio, como a terra dele era pequena, ele combinou de trabalhar de “meia” no lote de outro morador, Leônidas Botelho. Ele entrou com a mão-de-obra e o amigo com a terra, o adubo e as 200 mudas, que plantaram no início de 2016. Seis meses depois, eles colheram oito sacas de 13 quilos da primeira safra de frutos, “cheios e bonitos”, conta. O produto é vendido, desde então, na feira do produtor de Ceilândia, toda segunda e quinta-feira, por um preço que varia entre R$ 25 e R$ 30 a saca (cerca de R$ 2,00 o quilo). A cultura rende uma média de sete sacas por semana e a última colheita foi feita no final de maio. A plantação está passando pela primeira poda, para continuar dando frutos até meados de 2018, quando, então, novas mudas serão plantadas.
“Valeu muito a pena e prejuízo não dá”, afirma sr. Virgílio. Para o sustento da família, além do maracujá, ele e a esposa, dona Abigail, têm uma pequena produção de açafrão e de queijo (do leite de duas vacas), que são vendidos na própria comunidade. O maracujá tem representado, até agora, na avaliação dele, um aumento de 30% na renda da família dele e do sócio.
Abel Pereira de Souza, genro do sr. Virgílio, não participou do curso, mas foi contagiado pelo entusiasmo do sogro. Ele e o pai, José Pedro de Souza, se uniram para plantar 500 mudas de maracujá, numa área de meio hectare, onde já chegaram a colher 50 sacas numa só apanha. “É muito fácil cuidar dessas plantas e minha esposa ajuda na lavagem e empacotamento das frutas. Ainda não pensamos em aumentar a produção, mas se fizermos isso teremos mercado, com certeza”, diz com entusiasmo.

Fonte:Corumba Concessões

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