Entenda a crise da Coreia do Norte em dois minutos

quatro mísseis já acessos, momentos antes de levantar voo, em um campoImagem divulgada pela mídia oficial norte-coreana do lançamento de quatro mísseis

O impasse na Coreia do Norte pode representar, na pior das hipóteses, uma guerra nuclear. Mas como chegamos até aqui?

Porque a Coreia do Norte quer ter armas nucleares?

A península coreana foi dividida após a Segunda Guerra Mundial, e o norte comunista se tornou uma ditadura com traços stalinistas. Os líderes do país dizem que o arsenal atômico é o único fator capaz de impedir que outras nações destruam o país, que vive praticamente isolado do resto do mundo.

Quão perto eles estão de conseguir a bomba atômica?

A Coreia do Norte diz ter testado com sucesso uma bomba de hidrogênio - muitas vezes mais poderosa que uma ogiva nuclear. A bomba de hidrogênio poderia, em tese, ser miniaturizada e carregada por um míssil de longo alcance.
A mídia estatal do país disse que o teste foi um "sucesso total". Apesar de analistas dizerem que a afirmação deve ser vista com reservas, documentos vazados sugerem que o aparato de inteligência dos EUA acredita que a Coreia do Norte tem capacidade de fazer a miniaturização.

O que está sendo feito para pará-los?

O Ocidente tentou várias vezes negociar o desarmamento da Coreia do Norte em troca de ajuda econômica, mas as tratativas falharam.
As Nações Unidas impuseram sanções cada vez mais duras ao país - com pouco efeito. A China, único aliado real do regime, também está pressionando o governo econômica e diplomaticamente a se desarmar.
Os EUA ameaçam usar força militar contra o regime.

Agora o conflito é pra valer?

A tensão na península coreana está fermentando há anos, mas atingiu um novo patamar agora.
Os EUA estão agora dentro da área que o país asiático pode atingir. Acrescente-se a isso a possibilidade do país miniaturizar as ogivas, e a conjuntura da crise muda totalmente. Nos últimos meses, a Coreia do Norte assumiu uma postura de provocação, ameaçando o território americano de Guam (uma ilha no Pacífico em que os americanos mantêm uma base militar) e o Japão.
Os EUA responderam ao último teste de mísseis (quando um projétil sobrevoou o território japonês, no fim de julho) dizendo que sua paciência "não é infinita". E a marinha da Coreia do Sul realizou exercícios militares com munição real.
Mas mesmo que um confronto pareça mais real que nunca, o resultado final da crise ainda é incerto.

Fonte:BBC BRASIL
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