Como nos tempos de Roriz, Filippelli e Ibaneis fizeram questão de ostentar a cor azul. Foto: Myke Sena
Azul foi a cor predominante da noite de quarta-feira, durante a filiação do advogado Ibaneis Rocha ao PMDB. E não foi só o terno alinhado do pretenso candidato do governador que combinou com a camisa do ex-vice-governador Tadeu Filippelli. O entrosamento dos dois foi o ponto crucial para a chegada do ex-presidente da OAB-DF ao partido. Para desgosto do secretário-geral e deputado distrital Wellington Luiz, que não vestiu azul, nem sequer foi visto na sede do partido, na 503 Sul.
De azul, claro, o distrital Rafael Prudente não só compôs a mesa de filiação solene, mas também disse ter saudade da época em que o PMDB governava o Distrito Federal, na gestão de Joaquim Roriz, o governador que “inventou” a cor azul na política da capital federal.
Roriz foi lembrado também pelo deputado federal Rôney Nemer (PP-DF), que atribuiu a Filippelli o legado do ex-governador. Reconheceu que está fora do PMDB graças a um acordo firmado por Filippelli, a quem chamou até de “pai” no discurso. “O PP participa do grupo de Filippelli, que é um grande formador de líderes”, disse, logo depois de afirmar que o “atual governo só quer saber de derrubar casa de pobre e perseguir ambulante”.
Ibaneis, que chegou à sede do partido com numerosa claque, percebida pelos gritos de “Ibaneis”, fez um discurso para acalmar os ânimos exaltados pelo convite feito a ele para se filiar ao partido. Reiterou que não houve promessa de candidatura e prometeu dialogar com as lideranças. “Temos que trabalhar muito para recuperar a harmonia desta cidade”, discursou. Lembrou de saudar Wellington Luiz, “que tem raízes no Piauí”, o estado dele. “É só o primeiro passo”, anunciou Ibaneis.
Filippelli invocou a Deus para agradecer aos “dias de profunda luta” e ressaltou que vive-se um “momento extremamente importante para o DF e para o Brasil”. “Fico profundamente feliz em receber uma pessoa da envergadura do Ibaneis, que já contribuiu com a cidade à frente da OAB, e, agora, contar com ele no nosso PMDB”, insistiu.
“Amanhã vou atrás”
Sem mencionar cargos ou promessas feitas ao advogado, o ex-vice-governador disse estar certo de que a chegada de Ibaneis vai “complementar um projeto que será vitorioso”. E, em tom contemporizador, tentou justificar a ausência de Wellington, “em virtude de um desencontro”. Política se faz “agregando”, repetiu algumas vezes o ex-vice. “Ganha eleição quem agrega. Não podemos nos dar ao luxo de perder quem quer que seja. Não está aqui hoje, mas amanhã vou atrás”, antecipou.
E, ao dizer que não perderia tempo fazendo críticas a Rodrigo Rollemberg, disse apenas que poderia resumir a gestão dele em apenas uma frase: “O governador atual não é do ramo.”
Passou pelo evento, o senador Hélio José (Pros-DF), que disse ter feito questão de chegar atrasado à sessão no Congresso Nacional para “parabenizar” Ibaneis pela filiação ao “partido que encanta” a todos e do qual ele fez parte até um dia desses.
Fonte:Jornal de Brasilia






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